CRÔNICAS DE UMA VIAGEM CORPORATIVA: PIZZAIOLO
Por Aristides Faria
Neste último feriado, dia 11 de junho, fui a Florianópolis (SC) prestar um concurso público. Os leitores provavelmente não sabem, mas resido em Santos (SP), minha cidade, para onde me mudei – de volta – em meados de 2007. Havia fixmeados de 2007. Havia fixme mudei – de volta – em meados de 2007. Havia fix2Floripa” no ano 2000. A prova aconteceu no domingo, dia 14, mas antecipei-me e viajei ao litoral catarinense já no dia 10. Esta é a parte interessante do trabalho remoto: praticamente nenhum trabalho atamente nenhum trabalho attrabalho remoto: praticamente nenhum trabalho atrasado.
O objetivo desta antecipação foi realizar uma espécie de test drive acerca de meu negócio, que está baseado na web. Assim, tratou-se de uma viagem de negócios. Encontrei-me com alguns prospects, visitei possíveis fornecedores e identifiquei mídias em que poderei anunciar no caso de uma mudança de Estado. Espero muito que isso aconteça. Lá iniciei e desenvolvi minha carreira, possuo bons contatos e ainda me sinto mais “em casa” quando estou por lá do que quando estou em Santos.
Bem, devo confessar que outro motivo que me levou a antecipar a viagem foi a saudade das pessoas com quem vivi por muitos anos (um terço de minha vida), dos locais onde trabalhei e construí a visão que compartilho em nossos textos e dos momentos que ainda estão tão vivos em minha memória.
Apresento um deles em especial: certa vez, em casa com minha namorada, decidimos pedir uma pizza por telefone. A “empresa” ficava a cerca de 200 metros de meu apartamento, mas nós preferíamos pedir por telefone ao invés de caminhar até a pizzaria.
Naquela noite ligamos algo em torno de dez vezes, com algum espaço de tempo entre as chamadas. Além do aumento do “nível de fome” fomos acometidos por uma crise de curiosidade aguda. Resolvemos ir até a pizzaria. Chegando lá, os pretensos Pizzaiolos conversavam entusiasmadamente sobre não me lembro o quê. Faziam gestos, riam, falavam alto. Alguns poderiam chamar isso de “bom clima organizacional” ou “motivação para o trabalho“! O ambiente estava realmente bastante animado!
Fizemos nosso pedido – após esperá-los parar com a conversa e nos oferecer atenção – e notamos que o telefone estava fora do gancho! Oh, meu Deus! Ficamos imaginando sobre quantos pedidos deixaram de ser feitos naquela noite. Pegamos nossa encomenda e fomos para casa rir do ocorrido. Mais um momento muito gostoso que agora nutre a saudade e a esperança da volta.
Esta ilustração demonstra o que um “Serviço de Hospitalidade” deve evitar em suas operações. A Norma Brasileira de Regulamentação 15.023:2004, documento que determina os requisitos mínimos aos ocupantes do cargo de Pizzaiolo, afirma que dois dos “resultados esperados” destes profissionais são, entre outros dezesseis:
- Orientar e apoiar a equipe, que pode incluir planejar, distribuir e coordenar tarefas junto aos ajudantes; supervisionar e treinar o ajudante durante o trabalho; acompanhar a execução; reorientar o processo; absorver e transmitir novos conhecimentos; companhar pedidos e atender reclamações do salão; desenvolver ações motivadoras, de cooperação e espírito de equipe;
- Apoiar a gestão do negócio, cooperar na ambientação de novos colaboradores.
Você pensava que o Pizzaiolo apenas preparava a pizza e não tinha qualquer ligação com o salão ou o serviço de entregas? Enganou-se redondamente! Ops, desculpe o trocadilho!
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