VELLKER: O PAC COMEÇA A EMPACAR
Lançado hoje, com certo alarde e com apresentação da ministra Dilma Roussef, o programa de habitações populares ao custo de 50 reais mensais para trabalhadores de baixa renda, sendo, na análise, uma espécie de primo do PAC, o tão falado Programa de Aceleração do Crescimento, que hoje, de forma jocosa, já é chamado de Programa de Aceleração de Candidatura, no caso da pré-candidata Dilma, ainda não oficialmente lançada pelo PT, mas já aceita pelos cardeais do partido e cujo aparecimento no programa de moradias populares comprova isso. Começa também a dar mostras de que a “marolinha” de que Lula se jactava no começo da crise econômica no exterior já começa a incomodar.
Afinal, previsto para ser implementado e terminado em dois anos, no discurso de apresentação Lula mudou de tom e disse que
“…queremos gastar tudo o que temos nesse programa, mas não temos prazo, não me cobrem prazos…”
Um eufemismo para dizer que temos um plano de como começar mas nem a mais vaga idéia de como vai terminar, se terminar.
Seja lá como for, vai ser problema de outros. Em especial, dos mutuários.
Dilma Roussef falou sobre o programa em linhas gerais, dando uma visão pouco detalhada sobre o mesmo, sem maiores dados ou aprofundamentos, o que indica que o lançamento do programa, em especial com grandes concentrações de moradias previstas no região nordeste e amazônica, cumpre a mesma finalidade do Bolsa Família, iniciado como uma ajuda aos carentes, mas eternizado como uma das maiores operações de compra de votos no Brasil.
Ciência e Política – Duas Vocações
Antes era o voto de cabresto que os famosos coronéis usavam para coagir os eleitores. Hoje os membros da cúpula do PT, no caso os modernos coronéis usam o Bolsa Família para garantir votos, usando a fome como garantia de voto cativo. Ou seja, em tempos idos usava-se a força. Nos tempos de hoje usa-se a marmita paga com dinheiro público em troca de votos.
Com alarde, a ministra destacou que o programa de moradias a serem entregues aos trabalhadores de baixa renda por prestações de 50 reais é algo inovador, dizendo que o pagamento é praticamente simbólico.
Podemos entender que tal programa construção de moradias tem um custo, emprega um contingente de trabalhadores que vão de pedreiros a operários especializados e usa os serviços de empresas de construção civil de grande porte.
A não ser que todo esse contingente de trabalhadores e empresas trabalhem por um pagamento simbólico, fica a pergunta de como, afinal, serão erguidas tantas contruções a serem pagas com um valor considerado simbólico.
A não ser que consideremos o orçamento previsto de 12 bilhões de reais também simbólico.





