July 31, 2008
Uma atitude curiosa, que busca agradar os clientes e acaba desagradando uma parte, acontece com vários motoristas de ônibus das linhas que circulam na Região Metropolitana do Recife: deixar os portadores de carteirinha de gratuidade entrarem no coletivo pela porta de trás (que aqui em Pernambuco é a de desembarque). Explicarei.
Os portadores de deficiência de qualquer tipo, os idosos e, em determinados casos, seus acompanhantes, têm direito a utilizar os serviços de transporte de ônibus gratuitamente. Basta apresentar a carteira ao motorista e usar os assentos especialmente reservados aos mesmos. Acontece que às vezes os acentos estão todos ocupados, haja vista a quantidade absurda de pessoas vivendo no Recife. Então, o que fazem os motoristas bonzinhos? Permitem que os deficientes ou idosos entrem no coletivo pela porta de desembarque, onde existem mais vagas. Isso cria um hábito bom para os velhinhos e os deficientes, que sempre vão sentados. Contudo, os mesmos idosos e portadores de deficiência acabam ocupando os assentos dos que não têm qualquer direito à gratuidade no transporte, que pagam e ficam de pé.
Você poderia me dizer, então: Leia mais…
July 30, 2008
Um incidente político, apesar de circunscrito à cidade de São Paulo, é bem ilustrativo do que podemos chamar de senso se amizade e lealdade entre políticos. Acontece em São Paulo, mas, estendendo a todas as camadas da classe política Brasil afora, o exemplo mostra bem o que os políticos brasileiros, em sua esmagadora maioria, entendem como amizade.
Gilberto Kassab, atual prefeito de São Paulo pelo partido DEM e candidato a reeleição, vê sua candidatura naufragar a poucos meses do dia das eleições. Marta Suplicy do PT e Geraldo Alckmin do PSDB estão empatados em 32% das intenções de voto. Kassab vê sua candidatura com magros 11% nadando cada vez mais longe da praia.
Pouco antes de os candidatos começarem de fato a disputa, José Serra, atual governador de São Paulo, aparecia em todos os eventos ao lado de Kassab, que gastava tempo considerável na tevê falando de obras e mais obras, seguido por uma legião de figurantes felizes. Ao mesmo tempo, Serra dava todas as atenções ao ex-governador e hoje candidato Geraldo Alckmin. Com a entrada de Marta Suplicy na disputa, polarizando as intenções de voto, Serra viu que seu amigo Kassab não rendia mais nada e sem maiores cerimônias deixou de aparecer do lado dele. Leia mais…
July 29, 2008
Esse é um apelo feito por todos os que se formaram em administração e não têm conseguido se colocar no mercado de trabalho devido ao fato das vagas de administrador nas empresas estarem sendo ocupadas por engenheiros, advogados, contabilistas ou mesmo médicos. Veja a reclamação do ilustríssimo leitor João Paulo:
Caro gabriel, meu nome é João Paulo e fui eu quem fez um comentário sobre o site do CRA. Vi que muita coisa mudou e pra melhor, mais ficaria feliz mesmo quando nossa profissão for respeitada, pois ninguém vê administradores construindo prédios, advogando ou até mesmo assinando balanços patrimonias, mais tenho certeza que todos nós já vimos esses profissionais “administrando” e, pior, dizendo ‘eu sou Administrador’. Quando é que o CRA e CFA irão tomar as providêcias sobre isso?
A observação feita por esse grande comentarista retrata uma infeliz realidade. Vejamos: para se medicar, precisa-se cursar Medicina e ter um CRM; para se planejar uma construção é obrigatório ser Engenheiro Civil; para atuar como Advogado deve-se ser Bacharel em Direito e ter sido aprovado no teste da OAB. Ora, pela ordem lógica, para administrar, no mínimo, a pessoa deveria ser Bacharel em Administração ou ter Pós-Graduação na área. Isso não vem acontecendo, o que acarreta numa bela duma mancha na profissão de Administrador (principalmente quando Engenheiros, Contabilistas ou Advogados, por não conhecerem completamente a profissão, acabam fazendo m*rda e quem leva a culpa é a pobre da Administração). Baseado nisso, muita gente acha que qualquer um pode administrar e que é o curso mais fácil de concluir dentre os mais populares. Leia mais…
July 28, 2008
Ouvindo o comentário de hoje do grande Max Gehringer, na CBN, vi que a cada 10 profissionais que mudam radicalmente de ramo (um dos exemplos que ele deu foi de uma psicóloga que queria fazer jornalismo), apenas 2 conseguem sucesso na nova profissão. O restante acaba se perdendo pelo caminho que tentaram trilhar para a ascensão profissional. Então, o Max levantou a questão: vale a pena mudar para uma área tão diferente da atualmente vivida? Seria imprudente ou simplesmente estaria-se seguindo um sonho?
Pela imprudência Leia mais…
July 25, 2008
Você chega todo dia no horário certo, poucas vezes atrasando cinco ou dez minutos, porém sempre tentando compensar de alguma forma, enquanto colegas seus não entram no escritório com menos de uma hora de começado o expediente. Isso não conta.
Você se esforça para entender os processos e ter um bom desempenho nas tarefas, mesmo sem ter recebido um treinamento descente (o famoso “aprender as coisas na marra”), e consegue se superar, apesar das pessoas esperarem menos de você. Isso também não conta.
Você é solicitado por quase todas as partes por ser uma espécie de “funcionário multitarefa”, justamente por conhecer vários procedimentos, não só os da sua rotina de trabalho, e sempre é prestativo, mesmo em detrimento do seu serviço. Nem isso conta. Leia mais…
July 23, 2008
Um dos filmes mais interessantes exibidos em 1995, “A Epidemia“, com Dustin Hofmann no papel de um médico militar, conta história de um vírus que se espalha por uma cidadezinha dos EUA, vindo da África num animal contaminado. Espalhando-se rapidamente, causa dezenas de mortes em questão de dias e pode se espalhar pelo país inteiro. Assim a cidade é isolada pelo exército e prepara-se um bombardeio que iria incinerar a doença e as pessoas atingidas. Mas, no último instante, o médico e pesquisador consegue evitar a tragédia. Mais surpreendente é que se descobre ainda que o general que dera a ordem do bombardeio tinha trabalhado com o vírus como arma de guerra e pretendia ocultar o que fizera destruindo a cidade.
De certa forma, considerando-se como uma doença as aberrações jurídicas que vemos, com banqueiros envolvidos em escândalos de corrupção libertados, com um ex-banqueiro foragido que consegue do exterior o direito de chegar sem ser algemado no mesmo país que ele roubou, nos fuzilamentos seguidos de homens, mulheres e crianças por policiais, podemos dizer que de certa forma estamos, como nação, gravemente doentes. Uma doença com graves sintomas de impunidade e desmandos se espalhou pelo Brasil e ninguém está a salvo. Leia mais…






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