March 31, 2008
Estive em viagem a trabalho por algumas cidades do sertão pernambucano e por isso não atualizei diariamente o blog. Peço desculpas a quem procurou por novos textos por não ter avisado antes.
Viajando pelas intermináveis rodovias entre as cidades, para passar melhor o tempo o motorista decidiu colocar para tocar alguns de seus CD’s piratas. Dentre eles, o mais novo da banda de forró Calcinha Preta. As músicas tocadas não me agradavam nem um pouco, mas naquela situação qualquer coisa estava valendo para enfrentar a estrada.
Ao ouvir as canções da banda, lembrei de um detalhe interessante contido nelas: em todas os vocalistas reservam um momento para dizer o nome da mesma. Fazem isso porque hoje em dia existem dezenas e dezenas de outros grupos musicais que tocam o mesmo estilo e do mesmo jeito. Até os cantores são iguaizinhos, parecem ser gêmeos! Então, para separar quem é quem, no meio da canção pronunciam o nome da banda. É a estratégia de diferenciação mais ridícula que já vi. É como chamar dois carros populares de “veículo 1″ e “veículo 2″. Ou seja, é o mesmo que não ter feito nada. Leia mais…
March 26, 2008
Mais uma que extraí da minha ronda pelo Recife.
Como relatei no post passado, estava dando uma volta pela cidade procurando por determinado produto. Achava que tinha chegado à loja onde finalmente iria adquirir o que queria, mas havia me enganado. O artigo era bom, o preço também, mas dois detalhes me desistimularam da compra.
O primeiro foi ridículo. Estava sendo atendido, ou pelo menos pensava que estava, quando a atendente aproveitou alguns segundos de pausa na venda para se virar para outra funcionária e perguntar:
“- Tu visse quem saiu do paredão ontem?” Leia mais…
March 24, 2008
Mais uma vez estive dando um giro pelo comércio recifense. Mais uma vez observei diversas falhas no comércio que deveria ser exemplo não apenas para todo nordeste como também para o Brasil, tanto pela sua grandiosidade mas principalmente pela sua história. A que eu achei mais interessante vou relatar a seguir.
Ao procurar pelo produto que precisava, entrei e sai de várias lojas. Em algumas delas vinha um atendente que dava um “bom dia” quase inaldível e mostrava na cara que não estava muito à vontade para trabalhar. Noutras, a pessoa apenas me perseguia sem dizer uma palavra, parecendo aqueles mímicos que fazem o número do sombra, imitando a pessoa, o que não estimula em nada a compra do cliente. Teve uma que ninguém veio me abordar (acho que era uma loja self-service). Em nenhuma delas houve insistência do vendedor para que eu não saísse sem comprar nada, por mais barato que fosse. Faltou aquela palavrinha mágica para tentar convencer o cliente de que falta algo na sua cesta de compras e que é lá que ele o vai encontrar. Aquela conhecida frase:
“- Algo mais, senhor(a)?” Leia mais…
March 19, 2008
Encontro quase que diariamente com pessoas que reclamam de seus atuais empregos e de como a empresa onde trabalham as trata. Dizem que não têm oportunidades e que vêem funcionários que foram admitidos a pouco tempo serem promovidos, sendo que em anos de labuta eles nunca recebem tal proposta. Quando questiono do contrário, de comestiono do contrário, de como eles tratam a empresa e o ambiente de trabalho, passam a desconversar. Geralmente esses reclamões não prestam muita atenção sobre seu comportamento com relação à organização, pois acham que tudo que fazem está certo. Não têm idéia de que o modo como agem dentro da empresa pode influenciar muito em sua carreira. Passam a ser funcionários “sem futuro”.
Baseado em observações feitas dentro da empresa onde trabalho e em outras organizações as quais visitei, listo abaixo algumas dicas do que se deve fazer para se tornar um funcionário sem futuro: Leia mais…
March 18, 2008
Recentemente foi aprovada a lei que limita o período de experiência exigido pelas empresas para preenchimento de suas vagas a seis meses. Isso vem a tentar melhorar as oportunidades de emprego para os que têm pouca experiência no mercado. Só que muitos dizem que a tal lei não tem tanta validade na hora da contratação, pois se a organização antes colocava que queria um profissional com dois anos de experiência e hoje só pode anunciar a obrigatoriedade de seis meses na área, se aparecem para concorrer à vaga um candidato com seis meses e outro com dois anos, qual você acha que a empresa irá admitir?
March 17, 2008
Muita gente tem raiva do funcionalismo público brasileiro. Não é por menos. Enfrente uma fila quilométrica na porta do INSS e passe cinco ou seis horas esperando para chegar no atendente apenas para ele te dizer:
“- Sua consulta fica para daqui a três meses.”
e então você vai dizer a mesma coisa. Infelizmente é uma realidade pela qual passa nosso Brasil e não se pode fazer muito para fugir disso. Culpa dos políticos? Também, pois uma boa parte da culpa pertence à própria população. Não a parte afetada, a pobre, mas as classes dominantes. Confirmo isso baseado num relato que ouvi no rádio. Um repórter perguntou sobre a expectativa de aprovação para um candidato a concurso público que acabara de fazer uma prova. Ele respondeu dizendo que era um investimento na sua vida fazer um concurso para ter um emprego de alto salário e estabilidade, já que a situação de empregos não está boa. Ele esqueceu de mencionar que a carga horária também era uma das vantagens, pois ele concorrera a uma vaga no poder judiciário, nossa tão morosa e soberba instituição que cuida da justiça (se é que ela ainda existe nesse país).
Concordo com ele no sentido de que estabelecer-se num emprego pode ser importante em se tratando de Brasil. Contudo, é fato que são pessoas como ele que apodrecem as instituições públicas. Indivíduos sem a mínima intenção de ajudar no desenvolvimento do Brasil, sendo seu único interesse ganhar dinheiro farto, obter privilégios e trabalhar pouco, mesmo que toda pujança saia do bolso do contribuinte. Enquanto o país continuar contratando para a vida toda e sem obrigação de cumprimento de metas filhos de juizes, políticos ou gente abastada que só fazem estudar até os 26 anos para fazer concurso público e colaborar para o engessamento do Estado, nunca sairemos do buraco. Leia mais…






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