HORAS DE TRABALHO X PRODUTIVIDADE
Li, hoje pela manhã, que uma pesquisa feita nos EUA apontou que muita gente acaba por perder algumas horas de serviço em distrações dentro do ambiente de trabalho. Em escala, os maiores ladrões de tempo seriam a internet, conversas com os colegas e a realização de tarefas pessoais em vez das profissionais. Quem quiser ler a respeito, é só clicar aqui. Depois de saber da pesquisa, descobri que meu tempo é assaltado por todos esses vilões citados.
Essa questão das horas de trabalho perdidas com atividades improdutivas me fez lembrar da primeira reunião que tivemos quando da chegada do atual gerente. Por já o conhecermos (nós, os colaboradores da seção), a relação não sofreu daquela natural estranheza inicial. Mas o que mais nos deixou à vontade para trabalharmos com esse novo gestor foi o fato que ele cobrar a produtividade acima das horas de trabalho despendidas, contrariando os mandamentos do detestável antigo gerente.
Ele deixou bem claro nessa reunião que não teria rigidez quanto às horas de serviço que cada um era obrigado a passar todos os dias. Pelo contrário, ele permitiu chegassemos um pouco mais tarde ou saíssemos um tanto antes do final do expediente. Folgas também passaram a ser mais frequentes. Como nem tudo são flores, para compensar (e com justiça), o gerente começou a cobrar resultados mais consistentes e menos erros de retrabalho, para que o tempo fosse melhor aproveitado por nós e por ele. E quando ele exige resultados simplesmente fazemos o que ele manda, já que devemos isso, profissional e moralmente. Com isso, nossas horas de produção passaram a ser mais eficientes e a relação entre superior e subordinados foi melhorada.
A partir disso, reconheci que horas de trabalho gastas no dia a dia nem sempre significam produção para a empresa. Vi também que alguns momentos de ócio e descontração podem resultar em maior criatividade e disposição para o trabalho. Mas o gestor deve ter sensibilidade quando tratar seus funcionários assim, pois poderão eles abusar da liberdade que lhes foi dada, colocando seus interesses pessoais acima das suas obrigações como empregado. Equilíbrio é a palavra-chave nessas horas.



